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Artigo: Vocação é Peregrinar
Subtítulo: Por Padre Myguel, sjs
Data: 31/10/2013
Categoria: **Sacerdotes
A vocação enquanto chamado de Deus nos envolve naquela mais íntima relação que poderíamos pretender, estabelece-se assim um processo, não estático mas dinâmico, que nos submete a quedas e soerguimentos, tudo em vista da concretização da própria vocação.
 
O coração alcançado pela voz de Deus, um fato pessoal, visto que só quem passa por essa experiência é capaz de relatá-la e cada um a seu modo, entrando assim em estado de HUMILDE GRATIDÃO. Essa reação é compreensível na perspectiva da grandeza do chamado, e mais ainda, da grandeza de quem chama. Assim, portanto, a vocação não nos humilha, mas nos constrange no amor (Cf. II Cor 5, 14).
 
A ação divina da Graça dada impulsiona-nos aquela correspondência corajosa e vacilante. Esta realidade ambivalente coabita o coração humano, muito mais quando está diante de algo tão sobrenatural como a vocação. 
 
O medo não pode nos tomar nos fazendo reagir diferentemente daquilo que de nós é esperado por própria vocação. Particularmente a ambivalência, corajoso e vacilante, muitas vezes nos remete pelo medo a posturas orgulhosas e por isso ingratas. O medo é instintivo no ser humano, algo de sobrevivência, mas se toma demasiado espaço é necessário cuidado, pois o risco é a paralisação como pseudo equilíbrio.  
 
O equilíbrio verdadeiro é alcançado saindo de si, rompendo barreiras, indo ao encontro, aceitando ambivalências, isso me recorda uma obra espiritual Russa do séc. XIX, precisamente escrita em Kasan (1884), de autor anônimo, intitulada O CAMINHO E UM PEREGRINO. O livro como ficção é um diário de um peregrino que viaja pelas aldeias russas e siberianas e pelos campos, aceitando a comida e o alojamento que lhes oferecem e conversando com muitos tipos diferentes de pessoas sempre em busca de uma vida de oração mais profunda e mais constante. E assim começa o Peregrino:
 
"Pela graça de Deus sou cristão, por meus atos sou um grande pecador e por vocação um andarilho sem lar, de origem humilde, que perambula de um lugar para outro. Meus bens terrenos são uma mochila com um pouco de pão seco que carrego às costas e uma bíblia que trago no bolso interno do paletó. E isso é tudo."
 
A experiência do Peregrino mostra os caminhos que percorreu e as pessoas que encontrou e tudo isso foram meios para que ele alcançasse sua profunda espiritualidade. Todos nós somos peregrinos, principalmente os vocacionados, os que aceitam o convite de Deus para caminhar com Ele. É, deveras, um percurso de encontros, necessidades, expansões fronte ao diferente. E o Senhor nos aquece o coração ( cf. Lc 24, 13-35), pois Ele mesmo caminho conosco. 

 
Quanta humildade e gratidão permeiam o coração, nas atitudes e palavras do Peregrino. Ele sem
 medo é desbravador de si mesmo, pois saindo de seu lugar quer se encontrar, e encontrando os outros está se buscando. 
 
"Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo!", Com estas
 palavras o Papa João Paulo II começou seu Pontificado (22/10/1978),  conhecido como o Papa Peregrino primeiramente convocou a todos e depois ele mesmo se mostrou sem medo para peregrinar. 

A coragem da entrega nos coloca a caminhar, na alegria de termos sido chamados a seguir os passos do Senhor, e quando o medo povoar nossos pensamentos baseando-se em nossa parte vacilante, não nos apeguemos ao orgulho com suas reações tantas, particularmente a ingratidão, mas na humilde gratidão continuemos o caminho, como peregrinos do Senhor e com o Senhor.
Autor: Padre Myguel, sjs
Fonte: Blog do Padre Myguel
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