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Artigo: A Vocação Religiosa
Subtítulo: Encontro com o homem todo!
Data: 02/11/2012
Colunista: Frt. Inácio da Trindade, sjs
Categoria: **Espiritualidade

“No coração de toda pessoa, há uma infinita sede de amor, e nós, com o amor que Deus infundiu em nossos corações (Rm 5,5), podemos saciá-la.”[1]

            O homem, nascido do coração mesmo de Deus, traz em si as marcas profundas de seu Criador: o Amor. Esta é a base de todo chamado na vida humana. O mesmo Deus que cria é o mesmo que chama (do verbo grego Barah). Chama para uma vida de intimidade, de comunhão profundo com o próprio Deus. o Espírito continua incessantemente no mistério e na atividade da Igreja[2] a fim de realizar com o homem o desejo da vida íntima de Deus revelando-se através de novas e diversas formas de vida.

            Os homens e mulheres consagrados (as) são aqueles que, conduzidos pelo Espírito, são conduzidos pela história pessoal de vida, a um encontro íntimo com a voz de Deus. É “encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, assim, o rumo decisivo.” E assim nada mais resta senão “a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro.”[3]

            A Vida Religiosa surge no seio da Igreja como lugar das testemunhas do Senhor. Lugar dos servos, daqueles (as) que Ele mesmo escolheu e que o anunciam, com a entrega total de suas vidas, como único Salvador (cf. Is 43). O Sacerdote, o Irmão e a Irmã religiosa através do sim a Deus na Vocação, entregam-se totalmente a Ele com tudo o que são e possuem. A História pessoal dos vocacionados se torna, portanto, lugar privilegiado de encontro com o desejo de Deus sobre nós, assim “grita” a nós a Sagrada Escritura: Pois eu sou o SENHOR, o teu Deus, o Santo de Israel, o teu Forte! Para pagar tua liberdade eu dei o Egito! Para ficar contigo, eu entreguei a Etiópia e Sabá! Pois és muito precioso para mim, e mesmo que seja alto o teu preço, é a ti que eu quero (Is 43,3-4). Assim, a vocação nunca é um não, mas ao contrário, é um SIM à realização plena, à vida feliz!

            Quantos de nós não vivemos no Egito, na Etiópia e em Sabá (cf. Is 43,3) áreas de escravidão e penúria e distância de Deus? Numa realidade onde buscamos em outros corações e em outros “braços” o amor e aconchego e segurança que só Deus pode nos dar. Mas o Senhor é claro, ainda assim, é a ti que Eu quero! (cf. Is 43,4).

            A verdadeira liberdade deriva da integridade psicológica, espiritual e afetiva, que envolve o homem todo. Integridade entendida como domínio de si, autoconhecimento e aceitação, aspectos tanto interiores como exteriores, conscientes. Assim liberdade e integridade andam juntas e nos possibilitam  uma verdadeira  e livre relação conosco, com Deus e com os outros. Permitindo-nos viver acontecimentos e relacionamentos a partir do UNO, que é Deus. Vivemos a partir do Único Necessário em nossas vidas!

 

Deus me chamou, Deo Gratias!



[1] Van Thuan, CARDEAL, Testemunhas da Esperança, São Paulo: Cidade Nova, 2007. p. 77-78,

[2] Cf. CARTA ENCÍCLICA Dominum et Vivificantem, p. 16.

[3] Papa BENTO XVI, Deus caritas Est, São Paulo: Paulus, 2006. Nº1.

Autor: Frater Inácio da Trindade, sjs
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